Também por vezes, quando surgem problemas, a PME verifica que o seu posicionamento no mercado tem fragilidades que só vieram à tona com esses problemas, verificando então a PME que esse caso (ou seja o problema) poderia ter sido antecipado, através de uma análise prévia bem fundamentada que teria previsto tal situação e poderia ter proporcionado à PME estar antecipadamente preparada para o enfrentar. Então, aprender com os erros é mais frequente do que imagina, e um dos importantes erros é não estar sempre preparado para a acção. Na era dos estudos, fazem-se estudos somente para comprovar o que parece óbvio, sendo todavia necessário um estudo para provar ao exterior que determinada acção tem que ser feita. Sobretudo se essa acção é dispendiosa. Um grande investimento precisa de um estudo prévio. Mas o estudo não tem necessariamente que ser também muito dispendioso. O que é essencial é que tenha qualidade.

O valor do mercado Angola para as exportações portuguesas não pode ser ignorado: passou de 2,2 mil milhões de euros em 2009 para 3,1 mil milhões em 2013 e o ano de 2014 deve ter terminado com um montante um pouco acima. Angola representa o 4º mercado para Portugal, com 6,6% do total. O nº de empresas que vendem para lá ultrapassavam 9.400 em 2013. A parte que corresponde a PMEs não é conhecida, mas provavelmente elas estão em maioria. A participação das empresas por grupos de produtos começa nas máquinas e aparelhos (25%), produtos alimentares (16%), metais (12%), químicos (7,2%) e produtos agrícolas (7%). Isto significa que estão representados os principais grupos de produtos das exportações portuguesas.