terça-feira, 26 de abril de 2011

Importância do desempenho na estratégia - Caso

Uma estratégia pode estar muito bem definida, mas o que importa a partir daí é como vai ser executada. O desempenho dos executivos de marketing e seus fornecedores de serviços (nomeadamente a agência de publicidade) é essencial para se atingirem os objectivos.







Há um caso, entre muitos, cuja história mostra como é importante a execução da estratégia. A marca de que vou falar é a Dove. O cerne desta marca é o sabonete, o qual para que saibam nem sequer é constituído por sabão. Trata-se de uma barra de creme sintético desenvolvida por militares americanos que precisavam de um produto capaz de se dissolver com água do mar. Quando o produto foi lançado nos EUA, em 1956, foi preciso desenvolver uma estratégia de marca: exactamente o que é que está a ser vendido e a quem? Na altura, o posicionamento da marca foi um sucesso imediato e a Dove rapidamente se estabeleceu nas casas de banho americanas.



A Dove tornou-se uma marca de mais de 2,5 mil milhões de euros anuais, a marca nº1 dos produtos de higiene. A marca Dove abrange uma vasta gama de produtos de higiene pessoal, incluindo sabonetes, sabonetes em creme para o duche, champôs e desodorizantes. A marca é tão global quanto se pode desejar: vende-se em mais de 80 países e é nº 1 ou nº2 na maior parte deles. Mas em 1990 era ainda conhecida principalmente por ser um sabonete nos EUA.





A marca desempenhou um papel duplo: criar oportunidades para (1) a extensão a novos mercados nacionais e (2) para a extensão a novas áreas de produto. E isto foi essencial, porque se compreendeu que, independentemente das diferenças culturais, as pessoas são mais parecidas do que diferentes e não existe uma única mulher que não deseje ter uma pele naturalmente bela. Hoje em dia, a Dove é a mesma marca em todos os países, embora seja aplicada de forma específica em cada país onde é comercializada. A Dove teve um impressionante crescimento lucrativo.



A marca é propriedade da Unilever e é a maior marca do seu departamento de produtos para a casa e cuidados pessoais, o qual incluia outras marcas, como Lux, Sunsilk, Cif, Pond's e Axe/Linx (as chamadas "power brands"). No entanto, em 1999, a empresa anunciou que iria reduzir o número de marcas de 1400 para cerca de 400. Entre essas, um pequeno número de marcas líderes iria ser responsável pelo aumento dos lucros da Unilever - e a Dove era uma delas. Esta estratégia foi executada e, de modo a concentrar-se nas suas marcas líderes, a Unilever abandonou muitos negócios, mas aumentou as vendas. Os critérios que determinavam quais as marcas a alienar incluíam uma avaliação rigorosa das possibilidades de crescimento. A Dove é o exemplo daquilo que pode ser alcançado quando se explora criativamente (e executa) as opções apresentadas por uma marca - opções para se estender a novos mercados nacionais e a novas áreas de produtos.

Definições de estratégia

Existem muitas definições de estratégia, bem como tratados e estudos sobre este tema. Vou indicar algumas definições de estratégia:

- Estratégia é um grande plano de acção organizacional que visa atingir um grande objectivo organizacional (James H. Higgins e Julian W. Vincze).

- Estratégia é um plano, ou algo equivalente - uma direcção, um guia de acção para o futuro, um caminho para chegar daqui acolá, etc. A estratégia é também um padrão, isto é, a consistência de um comportamento ao longo do tempo (Henry Mitzberg).

- Estratégia é a criação de uma posição única e valiosa, envolvendo um conjunto diferente de actividades. A essência do posicionamento estratégico é escolher actividades diferentes dos nosos rivais (Michael E. Porter).

- Estratégia é um conjunto integrado e coordenado de compromissos e acções designados para explorar competências fundamentais e adquiurir vantagens competitivas (Michael A. Hitt, R. Duane Ireland, S. Michael Camp e Donald L. Sexton).

- Todas as organizações optam com base numa Teoria do Negócio. A estratégia converte esta teoria do negócio em desempenho. O objectivo é permitir à organização alcançar os resultados desejados num ambiente imprevisível, uma vez que a estratégia permite a uma organização ser propositadamente oportunista.

Há marcas que são alvo de confiança

Senhor empresário, como sabe por experiância própria, há marcas em que as pessoas confiam. Porquê? Existem muitas razões para que os consumidores confiem também na sua marca:


- As marcas são uma garantia de qualidade para os consumidores. Os clientes sentem que podem reclamar se necessário, porque sabem onde encontrar o fabricante.


- As marcas ajudam os consumidores a reduzir os riscos. Por isso eles estão dispostos a pagar um preço superior por esse facto. Pensam "Se funcionou da última vez, porquê mudar?"


- A confiança até se tornou num recurso escasso, isto é, as pessoas estão cada vez mais dispostas a ler os rótulos, a comparar preços, a escrutinar promessas dos fabricantes. Neste ambientes, uma marca de confiança é uma v erdadeira vantagem comparativa.


- A confiança numa marca nasce da familiaridade que o consumidor, gradualmente, vai tendo com a marca.


- Cuidado! A confiança não nasce abruptamente, é contruída ao longo do tempo, mas também uma vez estabelecida, pode ser perdida num instante - um acontecimento negativo ou um comentário imponderado e ela acaba para sempre. Para renascer será muito difícil.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

O caminho para a fidelidade do cliente

Em linguagem comum, fidelidade implica alguma forma de ligação ou de aliança. Embora isto pareça um exagero acerca da relação entre a marca e o cliente, há quem acredite que pode existir alguma forma de fidelidade emocional. Até os consumidores mais esclarecidos, hoje em dia, podem estabelecer uma ligação com a marca. Em geral, existem duas formas mais importantes de criar fidelidade:


- A marca tem que defender alguma coisa. Exemplo: Porque é que uma marca como a Apple inspira um núcleo devoto de clientes lucrativos? O que entusiasma esses clientes é o propósito da empresa. Os entusiastas sentem realmente que a empresa está empenhada no desenvolvimento de tecnologia que liberte a criatividade dentro de nós.


- A marca tem que cumprir mais do que promete. A fidelidade emocional autêntica é gerada quando uma empresa cumpre consistentemente mais do que as mais elevadas expectativas dos clientes.

Existe de facto a fidelidade dos clientes?

Algumas pessoas estão a começar a questionar se toda a concepção de fidelidade dos clientes é apenas um conceito de marketing. Certamente, a ideia parce muitas vezes bizarra aos próprios consumidores - como afirmou um entrevistado num inquuérito, "não se trata de ser fiel ao produto, mas de ser fiel a mim mesmo". Por outras palavras, a primeitra prioridade dos consumidores é a de se satisfazerem a si mesmos e a ideia de serem fieis a uma marca é bastante irrelevante para eles. Quando alguém perguntou ao fundador da Amazon (Jeff Bezos) se os seus clientes eram fiéis, ele respondeu: "Com certeza, a 100%, até encontrarem alguém que lhes ofereça um serviço melhor". Em próximo artigo falarei sobre "O caminho para a fidelidade".

domingo, 24 de abril de 2011

Leia o que o seu cliente lê e veja o que ele vê

Senhor empresário, deve passar o seu tempo a ver e ouvir falar em números, relatórios de situação, planos de marketing, etc. e provavelmente a última coisa que quer fazer quando chegar a casa é ligar a televisão para ver qualquer programa (só notícias lhe interessam). Mas faça-o. Não todos os dias, mas pelo menos uma vez por semana para incorporar os hábitos do público-alvo em termos de meios de comunicação. É uma forma alternativa de o compreender, de criar um relacionamento no seu pensamento e de ser capaz de lhe vender.





Uma das vantagens de ver e ler os meios de comunicação a que recorrem os seus clientes é que poderá encontrar também os seus anúncios, bem como os dos concorrentes. Ver os seus anúncios agrada-lhe, surpreende-o, ou desagrada-lhe? Destacaram-se dos restantes ao mesmo produto e que tentam atingir o mesmo público-alvo? O jornal ou revista remeteu o seu anúncio para as últimas páginas? O canal de televisão transmitiu o seu "spot" entre os de dois concorrentes? Analise a sua primeira reacção ao ver os seus anúncios. E se nunca os viu, isto também lhe poderá dizer algo!





No artigo anterior, afirmei que conhecer o seu cliente é necessário para comunicar com ele com sucesso. Ora bem, ver o que ele vê e ler o que ele lê é uma excelente maneira de o conhecer melhor. Quanto mais entrar na mente do público-alvo, maior será a sua capacidade de falar com ele na sua própria linguagem.

sábado, 23 de abril de 2011

O ponto de partida para a boa publicidade

Senhor empresário, o ponto de partida de toda a boa publicidade consiste em conhecer o cliente. É a base das vendas de sucesso e o passo mais fundamental do marketing e da publicidade. Antes de lançar uma marca, de alargar o seu campo de acção, de fazer um anúncio, de criar um site na web, de abrir uma loja nova ou de tomar alguma decisão-chave de marketing ou de publicidade, tem de ter uma ideia clara em relação a quem realmente compra aquilo que está a vender.



Neste momento o Senhor empresário está a pensar: "Conhecer os meus clientes? Estou a perder o meu tempo a ler este blogue para isto?" Sim, porque assim que conhecer os seus clientes poderá saber o que fazem, como comunicam, como se relacionam e quais são os seus interesses. Se souber tudo isto, saberá também onde os encontrar. Desta forma, saberá também o que lhes dizer quando tal acontecer.



Há quem afirme que está a tornar-se difícil e dispendioso encontrar os clientes. A fragmentação dos media, os orçamentos limitados e o ritmo acelerado que se sente actualmednte parece que tornam impraticável gastar demasiado tempo nisto. Senhor empresário, este tipo de pensamento é inaceitável nos dias de hoje. Por isso, para conhecer o mercado-alvo e entrar na sua mente, faça as seguintes perguntas e faça por obter as respostas: A quem agrada a sua marca? Quem constitui a maior parte dos seus clientes? Porquê? O que sabem acerca do seu produto e o que gostam (ou não) nele? O qaue sabem sobre a sua marca e o que gostam (ou não) nela? Há alguma diferença nas respostas às duas questões anteriores? Como sabemos isso? Pela pesquisa.