- Projecção financeira – O cash flow das vendas futuras nos três a cinco anos seguintes.
- Ganhos atribuíveis à marca – A proporção do cash flow que pode ser atribuível à marca.
- Incentivos à procura – Factores que induzem ao comportamento de compra da categoria.
- Índice BVA (valor acrescentado da marca) – Importância da marca na indução da procura.
- Factores de risco – Uma análise BrandBeta que faz uma estimativa dos riscos potenciais do negócio.
De modo a avaliar a marca, devemos seguir os seguintes passos ou “modelos operativos”, como foram designados.
Modelo operativo 1 – Previsão financeira
A avaliação considera todos os factores principais que podem afectar a procura da marca, desde as condições económicas até às novas tecnologias, nova legislação ou actividade da concorrência. Assim que esses factores tiverem sido ponderados, é possível avançar para a previsão de ganhos da marca.
Modelo operativo 2 – Calcular o valor acrescentado da marca (BVA)
Este, de acordo com a Brand Finance, é o cerne de qualquer avaliação. Existem geralmente vários factores que determinam a procura do consumidor, sendo a marca apenas um deles. Como vimos na discussão da metodologia da Interbrand, empresas como a Microsoft, por exemplo, assentam mais em factores tecnológicos e estruturais do que na marca. A questão que se põe é então, qual a importância da marca para a condução das vendas?
Possivelmente, a maneira mais convincente de responder a esta questão é colocando-a aos consumidores. Para efectuar um lista de incentivos potenciais da procura, a pesquisa pode ser feita de modo a permitir aos consumidores ordenarem os factores que são importantes para eles na decisão de compra. Quando os incentivos á procura são incluídos, o Índice BVA pode ser calculado e aplicado aos ganhos da marca do modelo operativo 1. Isto dá-nos uma estimativa do BVA.
Modelo operativo 3 – Determinar o risco de marca
Como mencionámos atrás, a avaliação da marca é então ajustada para reflectir tanto o “valor temporal do dinheiro” como o nível de risco associado ao negócio do cliente. Isto é feito calculando uma taxa de “actualização”. As estimativas do valor temporal do dinheiro podem ser calculadas a partir de dados económicos. Quanto ao cálculo do risco, ele é baseado em dez critérios ordenados numa pontuação de zero a 10 em que 10 é o melhor resultado indicando um risco mínimo. Critérios: tempo no mercado; distribuição; quota de mercado; posição no mercado; crescimento das vendas; preço “premium”; elasticidade do preço; despesas de marketing; notoriedade da comunicação; notoriedade da marca.
Quando é associado a uma marca, o nível de risco é convertido numa pontuação designada BrandBeta, usando um gráfico em que as ordenadas iriam de zero a 100 (pontuação máxima baseada nos dez critérios) e as coordenadas iriam de zero para marca forte, 1 para marca mediana e 2 para marca fraca. Uma pontuação 100 significa que a marca é excepcionalmente forte e então o seu BrandBeta seria zero. Se a marca fosse mediana o seu BrandBeta seria 1 e se a marca fosse fraca o seu BrandBeta seria 2.
Modelo operativo 4 – Avaliação e análise de sensibilidade
A avaliação final é feita aplicando a taxa de “actualização” do Modelo operativo 3 à estimativa BVA do Modelo operativo 2. Este resultado dá-nos a estimativa final do valor da marca. Refira-se que a Brand Finance produz, geralmente, uma análise de sensibilidade neste ponto, que indica o efeito da avaliação ao alterar certos pressupostos.
Os métodos apresentados foram consultados no livro “The Business of Brands”, de Jon Miller e David Muir, 2004, existindo uma recente tradução de Luís Jorge (O Negócio das Marcas, Edições Tinta da China, 2009).
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